Quarta-feira, Julho 21, 2010
De santo, São, homens, Paulo
A poesia livre em suas esquinas concretiza a personificação do amor e ódio, a razão de ser...
A música solta em cada canto sintoniza a convulsão harmônica do caos, a razão de existir...
O cinza em tudo, tradução da vida deste lugar, que existe e é!
Sonho e pesadelo,
Convulsiva e harmônica,
Multicolorida na cor cinza...
O pote de ouro, o sonho dos outros no centro do mundo...
O pesadelo dourado, o sonho do verde destes, longe do mundo...
Lugar de brilho reluzente, o desejo de estar e fugir da luz, no centro do ato...
O extremo é sua identidade, branco e preto confundem-nos com o cinza...
... rico e miserável aos olhos dos empregados...
Concreto e esperançosos que os canteiros guardam a lembrança do mundo longe destes...
Enquadrada na janela multifacetada, tem samba, elo da comunhão do sentimento que orienta o extremo a esvaziar-se de sentido.
A cidade do sonho e do pesadelo, a cidade de todos, santos, São, homens, Paulo.
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