Domingo, Outubro 17, 2010

Rocinha

São muitas, descontroladas e conexão para Aqueles que querem descer ou subir para a sua justa liberdade dicotômica. É o primeiro ato da cena.

Para elas não importa se é na subida que se desce ou versa-vice. Contornam os obstáculos com a cintura carregada de molejo, ou pelo respeito empunhado na alça do poder que controla a cena diária, feita por Aqueles Outros nas esquinas com mochilas. "Pode olhar, mas não muito. Você viu?" É o segundo ato.

Para Aqueles a democracia debaixo esvaece lá no alto, ou versa-vice. Que na vontade Daqueles Outros se estabelece nos primeiros ângulos ascendentes.

Na ladeira a ordem que se vê é de quem chega primeiro, ou pelo calibre exposto aos olhos do Futuro de lá, que cresce na liberdade dicotômica, que um dia lhe oferecerá o prazer de um instante fugaz, de uma hierarquia exposta a metamorfose dos nomes: Bené, Tião, Téo, Tuco que jaz e não voaram.

A tentativa de se tentar chegar ao topo, a aproximação com a democracia debaixo é insinuada com os caminhões e operários que se esforçam em cumprir com o seu dever, sempre aos olhos daqueles nas esquinas. “Isso é obra da prefeitura!”.

É hora do almoço, e aos montes e em fila ombro-a-ombro o Futuro de lá se espremem nas estreitas calçadas, protegida pelo punho firme de um Daqueles que é pai, que vê calibres expostos, na cena diária e real.

“Pare o carro! Pare o carro!” O ônibus envergasse nas estreitas vielas. “Pode continuar!” Continuar rumo ao alto, que não mais próximo do céu, mas do caos continuo, que de lá se apresenta

Ele, como um redentor das fragilidades a-flor-da-pele, benze sob seu ombro diariamente o que não se consegue escutar. “Você viu? Olha ele lá!”. A cena principal.

Diferente da decadência o final da descida é nobre, e nos registra a cena, o cartão postal daquela terra, de túneis, pedras e belezas sob o dedo no gatilho Daqueles Outros.

Esse lugar tem nome e fama, este lugar é aquilo que se vê passar, descer e/ou subir, versa-vice.

Sábado, Outubro 09, 2010