Quarta-feira, Abril 27, 2011

Quase um toque, um arrepio


No escuro das pálpebras, a vontade se desprende da realidade,
imaginando n'onde será o toque...
Da mão amiga, lenta, delineando o corpo, que se alerta no desequilíbrio do improvável,
o calor não aquece, é apenas suficiente...
No instante de um quase toque, que não se faz, a mão se insignifica,
segue no limiar do gostoso-incomodo-gostoso quase toque ardente-frio-quente...
Um arrepio...
Com a vontade longe, é no silêncio de um deslizar do quase toque,
que a ciência se vai, até um novo dia.

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