Somente por um segundo o desequilíbrio da sanidade se desprende do real,
navegando em sintonias afônicas do desespero de um agora que já foi, existe.
Em treplicas mudas e insanas, clamar pela pausa é desuso do démodé.
Quem quer? O rótulo avesso?
Para ele, que não chame a atenção.
Que é frágil pela coerência da lembrança do leito quente não visto do dia.
Saudade distante, sentido distante, perto de lá n’onde o travesseiro fica.
No sonho de um sorriso ao meio dia de segunda-feira, volto ao equlíbrio das tantas terças.

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